===== BRENTANO ===== Franz Brentano (1838-1917), sacerdote católico austríaco, que se separou da Igreja sem perder, porém, no fundamental, seu [[lexico:p:ponto|ponto]] de apoio no cristianismo, foi um [[lexico:f:filosofo|filósofo]] de pouco renome e de ampla [[lexico:i:influencia|influência]]. Suas publicações foram breves, e em sua maioria póstumas; durante muito [[lexico:t:tempo|tempo]], mereceu [[lexico:b:bem|Bem]] pouca [[lexico:a:atencao|atenção]]. No entanto, Brentano teve uma [[lexico:p:participacao|participação]] extraordinária na [[lexico:f:formacao|formação]] da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] [[lexico:a:atual|atual]], que dele se origina em uma [[lexico:d:dimensao|dimensão]] decisiva. Seus discípulos, diretos ou indiretos, são as grandes figuras do [[lexico:p:pensamento|pensamento]] de nossos dias: [[lexico:h:husserl|Husserl]], Marty, [[lexico:m:meinong|Meinong]], von Ehrenfels, [[lexico:s:scheler|Scheler]], [[lexico:h:hartmann|Hartmann]], [[lexico:h:heidegger|Heidegger]], todos receberam de Brentano [[lexico:e:elementos|elementos]] filosóficos capitais. Os breves livros que Brentano escrevia, que quase chegavam a [[lexico:s:ser|ser]] opúsculos, no feitio leibniziano, transformavam as [[lexico:d:disciplinas-filosoficas|disciplinas filosóficas]]. Tal aconteceu com sua [[lexico:p:psicologia|psicologia]], com A [[lexico:o:origem-do-conhecimento|origem do conhecimento]] [[lexico:m:moral|moral]], que constituem o embasamento de toda a filosofia ulterior. Brentano, com Trendelenburg e Gratry, está entre os primeiros que no século XIX adquire um contato íntimo e vivo com [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]]; desse [[lexico:f:fato|fato]] recebe seu pensamento uma profundidade excepcional. Por [[lexico:o:outro|outro]] lado, sua formação eclesiástica o põe em [[lexico:r:relacao|relação]] com o pensamento medieval, sobretudo com a [[lexico:o:obra|obra]] tomista; por [[lexico:u:ultimo|último]], [[lexico:l:leibniz|Leibniz]] é o filósofo [[lexico:m:moderno|moderno]] que mais profundamente influi nele. Tudo isto determina uma volta à [[lexico:m:metafisica|metafísica]], como [[lexico:r:reacao|reação]] contra o [[lexico:p:positivismo|positivismo]], representando Brentano nesse [[lexico:s:sentido|sentido]] um dos marcos capitais. Quis incluir nesta Antologia um fragmento de Brentano sobre o [[lexico:c:conceito|conceito]] de [[lexico:i:intencionalidade|intencionalidade]]: antiga [[lexico:i:ideia|ideia]], de [[lexico:o:origem|origem]] [[lexico:e:escolastica|escolástica]], que foi elevada por Brentano a [[lexico:c:carater|caráter]] [[lexico:e:essencial|essencial]] do [[lexico:p:psiquico|psíquico]], e que se converteu, em [[lexico:m:maos|mãos]] de seus sucessores, em uma [[lexico:n:nota|nota]] essencial do [[lexico:e:ente|ente]] [[lexico:h:humano|humano]]. Interessa [[lexico:v:ver|ver]], em sua primeira [[lexico:e:expressao|expressão]], essa ideia, que tão graves consequências cobrou para a [[lexico:a:antropologia|antropologia]] de nosso tempo. Sobre a filosofia de Brentano pode-se consultar: o. Kraus: Brentanos Stellung zur Phänomenologie und [[lexico:g:gegenstandstheorie|Gegenstandstheorie]] (1924); E. Rogge: Das Kausalproblem bei Franz Brentano (1935). [Marías]