===== BERGSONISMO ===== VIDE [[lexico:e:espiritualismo:start|espiritualismo]] Já em [[lexico:p:principios:start|princípios]] do século XX se tinha constituído na França, sob a [[lexico:i:influencia:start|influência]] de [[lexico:b:bergson:start|Bergson]], uma [[lexico:e:escola:start|escola]] muito extensa, a qual foi também simultaneamente influída pela "[[lexico:c:critica:start|crítica]] da [[lexico:c:ciencia:start|ciência]]" e pelo [[lexico:p:pragmatismo:start|pragmatismo]] norte-americano, mas que avançou mais longe que o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] Bergson na direção vitalista e irracionalista. Quase todos os seus representantes são pragmatistas declarados e os restantes são voluntaristas, para os quais a [[lexico:v:vontade:start|vontade]] se avantaja à [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]] e a [[lexico:v:verdade:start|verdade]] representa, como em Schiller, um [[lexico:v:valor:start|valor]] vital. Ultrapassaria os limites desta [[lexico:e:exposicao:start|exposição]] o [[lexico:e:estudo:start|estudo]] pormenorizado destes sistemas, que, aliás, se distinguem mais por seu [[lexico:r:radicalismo:start|radicalismo]] do que por sua [[lexico:o:originalidade:start|originalidade]]. Todavia merece [[lexico:a:atencao:start|atenção]] o [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] de uma [[lexico:p:parte:start|parte]] desta escola: se antes da primeira [[lexico:g:guerra:start|guerra]] mundial se apresentavam como filósofos extremamente radicais, atualmente mostram-se muito mais moderados, de [[lexico:s:sorte:start|sorte]] que podem [[lexico:s:ser:start|ser]] considerados quase como intelectualistas. De [[lexico:f:fato:start|fato]] porém — com a só [[lexico:e:excecao:start|exceção]] de [[lexico:b:blondel:start|Blondel]] — são adversários declarados do valor cognitivo da inteligência e pragmatistas, que concebem a verdade como [[lexico:a:adaptacao:start|adaptação]] à [[lexico:v:vida:start|vida]]. Sua [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] é biológica, sem todavia possuir aquela profundidade com que seu [[lexico:m:mestre:start|mestre]] espiritual comum, Bergson, desenvolveu esta concepção do [[lexico:m:mundo:start|mundo]]. Entre os filósofos contemporâneos deste [[lexico:g:grupo:start|grupo]] importa citar, por um lado, o psicólogo Maurice Pradines, um dos an-ti-racionalistas mais radicais, o moralista Jean de Gaultier (1858-1942), que une ao [[lexico:i:irracionalismo:start|irracionalismo]] um [[lexico:i:idealismo-subjetivo:start|idealismo subjetivo]], e, finalmente, o grupo de pensadores católicos que se formou, sob a influência de Bergson, entre os discípulos de Leon Ollé-Laprune (1839-1899). Alguns dentre eles, como Alfred Loisy (1857-1940) e Lucien Laberthonnière (1860-1931), assumem importância mínima em filosofia, apesar de terem desempenhado papel de relevo no [[lexico:m:movimento:start|movimento]] modernista. Outros, em [[lexico:p:particular:start|particular]] Edouard [[lexico:l:le-roy:start|Le Roy]] (1870-1954) e Maurice Blondel (1861-1949), ainda continuam fazendo-se notar na filosofia contemporânea. Blondel [[lexico:n:nao:start|não]] é irracionalista declarado, pois que até se aproximou fortemente da [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]]. Vale a [[lexico:p:pena:start|pena]] recolher aqui sua declaração de que "por toda a parte, no início do processamento científico... intervém um decreto" e que "a ciência não nos proporciona nenhuma conclusão acerca do [[lexico:f:fundamento:start|fundamento]] das [[lexico:c:coisas:start|coisas]]", uma vez que "sua [[lexico:l:liberdade:start|liberdade]] é ilimitada". Portanto, Blondel é mais céptico, relativamente à ciência, do que Bergson, que lhe atribui sempre a [[lexico:c:capacidade:start|capacidade]] de penetrar na [[lexico:e:essencia:start|essência]] da [[lexico:m:materia:start|matéria]]. Todavia, Le Roy é ainda mais radical. Segundo ele, a ciência é puramente convencional, e não só as teorias científico-naturais como também as formulações sobre os fatos possuem [[lexico:c:carater:start|caráter]] meramente convencional. O científico é [[lexico:q:quem:start|quem]] cria a [[lexico:o:ordem:start|ordem]] das coisas; ele desenha fatos na matéria informe do que é [[lexico:d:dado:start|dado]]. A ciência [[lexico:r:racional:start|racional]] [[lexico:n:nada:start|nada]] mais é que um [[lexico:p:puro:start|puro]] [[lexico:j:jogo:start|jogo]] [[lexico:f:formal:start|formal]] de sinais sem [[lexico:s:significacao:start|significação]] interna, que uma artimanha do [[lexico:e:espirito:start|espírito]] para dominar o mundo. O mesmo se pode asseverar dos dogmas religiosos, nos quais não é [[lexico:p:possivel:start|possível]] encontrar [[lexico:s:sentido:start|sentido]] concebível. Não são mais do que fórmulas, regras práticas de vida. Le Roy admite a [[lexico:e:existencia-de-deus:start|existência de Deus]], mas nega que possamos demonstrá-la racionalmente. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}