===== AUSTIN ===== Austin, John Langshaw (1911-1960) Nascido na Inglaterra e professor durante toda a sua [[lexico:v:vida|vida]] na Universidade de Oxford, Austin é um dos principais representantes da [[lexico:f:filosofia-analitica|filosofia analítica]], sobretudo da [[lexico:a:analise|análise]] da [[lexico:l:linguagem|linguagem]] ordinária e da [[lexico:t:teoria|teoria]] dos atos de [[lexico:f:fala|fala]], da qual foi o primeiro formulador e que posteriormente seria desenvolvida pelo [[lexico:f:filosofo|filósofo]] norte-americano John Searle. Juntamente com [[lexico:w:wittgenstein|Wittgenstein]], é um dos responsáveis pela valorização, na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] [[lexico:a:analitica|analítica]], da análise da linguagem a partir do [[lexico:u:uso|uso]] [[lexico:c:concreto|concreto]] dos termos e expressões em seus contextos habituais de fala. Considerava que a filosofia é essencialmente análise conceitual, ou seja. um [[lexico:m:metodo|método]] de esclarecimento do [[lexico:s:significado|significado]] de expressões obscuras e problemáticas, método este que tem seu [[lexico:p:ponto|ponto]] de partida no exame do uso cotidiano desses termos, que devem então [[lexico:s:ser|ser]] submetidos a uma cuidadosa e sutil análise filosófica, revelando distinções, estabelecendo [[lexico:r:relacoes|relações]] e descobrindo pressupostos antes insuspeitados. A [[lexico:o:obra|obra]] de Austin consiste basicamente em textos de conferências e cursos que ministrou em Oxford e nos Estados Unidos, reunidos e publicados postumamente: Philosophical Papers (1961), Sense and Sensibilia (1962), How to do Things with Words (1962).