===== ATHANATOS ===== athánatos; imortal, a incorruptibilidade da [[lexico:p:psyche|psyche]]; para a incorruptibilidade dos corpos naturais, [[lexico:v:ver|ver]] [[lexico:a:aphthartos|aphthartos]] 1. A [[lexico:c:crenca|crença]] na [[lexico:i:imortalidade-da-alma|imortalidade da alma]] começa com a sua [[lexico:a:associacao|associação]] com o [[lexico:a:aer|aer]], o [[lexico:e:elemento|elemento]] vital na [[lexico:v:vida|vida]] (ver Anaximenes, Diels, frg. 13B2), e com a [[lexico:n:nocao|noção]] vitalista de que [[lexico:o:o-que-e|o que é]] vivo é [[lexico:d:divino|divino]] (Cícero, De nat. deor. I, 10, 26; ver [[lexico:t:theion|theion]]) e, portanto, imortal. Daí [[lexico:n:nao|não]] haver nenhuma tentativa pré-socrática para demonstrar que a [[lexico:a:alma|alma]] como tal é imortal; faz [[lexico:p:parte|parte]] de algo mais que é imortal. O [[lexico:p:problema|problema]] da [[lexico:i:imortalidade|imortalidade]] psíquica individual surge com a nova [[lexico:v:visao|visão]] religiosa, xamanística da psyche como a [[lexico:p:pessoa|pessoa]] verdadeira, fechada na alma como numa prisão; mas mesmo aqui trata-se mais de [[lexico:e:exposicao|exposição]] religiosa do que de [[lexico:a:argumentacao|argumentação]] filosófica, uma opção que se vê melhor nos [[lexico:q:quatro|Quatro]] grandes mitos escatológicos de [[lexico:p:platao|Platão]]: [[lexico:f:fedon|Fédon]] 107c-114c; [[lexico:g:gorgias|Górgias]] 523a ss.; [[lexico:r:republica|República]] 614b-621d; [[lexico:f:fedro|Fedro]] 246a-249d. Mas em Platão também entra aquilo a que ele chama «[[lexico:p:prova|prova]]» ([[lexico:a:apodeixis|apodeixis]]; ver Fedro 245c). A prova da [[lexico:a:anamnesis|anamnesis]] ascende ao [[lexico:p:pitagorismo|pitagorismo]] [[lexico:r:religioso|religioso]] (Fédon 72e-77a), enquanto que a do parentesco com os eide (ibid. 78b-80c) é exclusivamente platônica. 2. Estas são provas unitárias concernentes à alma como um [[lexico:t:todo|todo]], mas a [[lexico:d:distincao|distinção]] das partes [[lexico:m:mortais|mortais]] e imortais da alma no [[lexico:t:timeu|Timeu]] (ver psyche) abre outras perspectivas; nem mesmo nos seus primeiros escritos [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]] sustenta a imortalidade de toda a psyche; apenas o [[lexico:n:nous|noûs]] tem essa [[lexico:c:caracteristica|característica]] ([[lexico:e:eudemo|Eudemo]], frg. 61; [[lexico:d:de-anima|De anima]] I, 408b, III, 430a). O materialista é normalmente levado a negar a imortalidade da alma; assim os [[lexico:a:atomistas|atomistas]] (ver Lucrécio, De rerum nat. III, 830-1094), e assim, em primeira [[lexico:i:instancia|instância]], os estoicos (SVF I, 146, II, 809; D. L. VII, 157), embora mais [[lexico:t:tarde|Tarde]] com Posidónio (Cícero, Tusc. I, 18-19; [[lexico:c:comparar|comparar]] De republica VI, 26-28), afirmassem uma [[lexico:e:especie|espécie]] de imortalidade astral (ver aer). Para [[lexico:p:plotino|Plotino]] nunca há um problema da imortalidade da alma; o que é discutido é a [[lexico:i:individualidade|individualidade]] da alma imortal após a sua [[lexico:s:separacao|separação]] do [[lexico:c:corpo|corpo]] ([[lexico:e:eneadas|Eneadas]] IV, 3, 5).