===== ARGUMENTO DO MONTÃO ===== (lat. acervalis ratiocinatio; in. Soriete; fr. [[lexico:s:sorite|sorite]]; al. [[lexico:s:sorites|sorites]]). Com [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:n:nome|nome]] faz-se [[lexico:r:referencia|referência]] a duas argumentações, uma de [[lexico:z:zenao|Zenão]] de Eleia, outra de Eubúlides de Mégara. O [[lexico:a:argumento|argumento]] de Zenão de Eleia dirige-se contra a fidedignidade do [[lexico:c:conhecimento-sensivel|conhecimento sensível]] e, em [[lexico:p:particular|particular]], do ouvido: se um alqueire de trigo faz barulho ao cair, cada grão e cada partícula de grão deveria produzir um som ao cair, o que [[lexico:n:nao|não]] ocorre (Diels, A 29). O argumento de Eubúlides, conhecido também como sorites (v.) de soros = monte, consiste em perguntar quantos grãos de trigo são necessários para formar um monte; bastaria só um grão? Bastariam dois?, etc. Como é [[lexico:i:impossivel|impossível]] determinar em que [[lexico:p:ponto|ponto]] começa um monte, aduz-se esse argumento contra a [[lexico:p:pluralidade|pluralidade]] das [[lexico:c:coisas|coisas]] (Cícero, Acad., II, 28, 92 ss.; 16, 49; Diógenes Laércio, VII, 82). O mesmo argumento foi às vezes expresso de outra [[lexico:f:forma|forma]] sob o nome de [[lexico:a:argumento-do-calvo|argumento do calvo]] (cf. Diógenes Laércio, II, 108) e consiste em perguntar se um [[lexico:h:homem|homem]] se torna calvo quando [[lexico:s:ser|ser]] lhe arranca um fio de cabelo. E quando lhe arrancam dois? E assim por diante.