===== APRIORISMO ===== a) Etimologicamente, significa o [[lexico:p:processo|processo]] de [[lexico:r:raciocinio|raciocínio]] [[lexico:a:a-priori|a priori]], que consiste em partir de [[lexico:p:principios|princípios]] anteriormente aceitos. d) Na [[lexico:f:filosofia-moderna|filosofia moderna]], significa anterior à [[lexico:e:experiencia|experiência]]. c) Em [[lexico:s:sentido|sentido]] lato: o processo a priori permite descobrir e prever fatos que, amiúde, serão verificados pelo processo [[lexico:a:a-posteriori|a posteriori]]. d) Em [[lexico:g:geral|geral]], apriorismo fundamenta-se na [[lexico:p:propriedade|propriedade]] originária do [[lexico:h:homem|homem]], que é irredutível, portanto a priori, e que [[lexico:n:nao|não]] é sancionada pela experiência, radicando-se em determinados sentimentos, princípios e direções volitivas (Külpe). Opõe-se, nesta acepção, a «[[lexico:e:empirismo|empirismo]]», também em [[lexico:m:moral|moral]]. Como «aprioristas» em moral, temos, na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] inglesa, os «intuicionistas» assim chamados por considerarem os princípios éticos como imediatamente seguros e cognoscíveis por [[lexico:i:intuicao|intuição]], análogos aos axiomas geométricos. Seguem [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:g:grupo|grupo]]: Butler, Thomas Reid e a [[lexico:e:escola-escocesa|escola escocesa]]. [[lexico:k:kant|Kant]] também desenvolve esse apriorismo em seu «Fundamentos da [[lexico:m:metafisica|Metafísica]] dos [[lexico:c:costumes|costumes]]». [[lexico:s:schopenhauer|Schopenhauer]] também é apriorista, ao fundamentar, como [[lexico:m:movel|móvel]] da [[lexico:j:justica|justiça]], a [[lexico:c:compaixao|compaixão]]. vide compaixão. [[lexico:l:locke|Locke]] rebateu o apriorismo [[lexico:p:psicologico|psicológico]], que supõe princípios práticos inatos. Defende uma concepção empirista quanto às [[lexico:i:ideias|ideias]] morais e às normas éticas. Mas. ao aceitar que as regras morais podem derivar da aceitação da [[lexico:i:ideia-de-deus|ideia de Deus]], Locke torna-se apriorista. Examinada a filosofia, através dos seus representantes máximos, vemos que o processo apriorístico permanece constante. Modernamente, com os empiristas, o apriorismo, na [[lexico:e:etica|Ética]], tem perdido terreno. Entretanto, mais contemporaneamente, com [[lexico:h:husserl|Husserl]], [[lexico:s:scheler|Scheler]], Messer, e anteriormente [[lexico:b:brentano|Brentano]], tem-se afirmado uma [[lexico:e:evidencia|evidência]] a priori para as valorações éticas, sendo desnecessário que essas ideias sejam inatas. Na [[lexico:f:fenomenologia|fenomenologia]] de Husserl, é reclamado para o [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] dos valores e de suas classes uma evidência originária, igualmente para o conhecimento dos fenômenos teóricos. O apriorismo de Husserl não tenta fixar normas, mas, ao contrário, trata de conhecer a [[lexico:e:essencia|essência]] da moral e da [[lexico:r:razao|razão]] de sua [[lexico:v:validade|validade]], e deste [[lexico:m:modo|modo]], também chega a [[lexico:s:ser|ser]], em sentido [[lexico:t:teorico|teórico]], uma complementacão da [[lexico:i:investigacao|investigação]] empírica (Külpe).