===== APOLÍNEO ===== (De Apollos, em [[lexico:g:grego|grego]], que vem de ap’[[lexico:h:holos|holos]], de apo, ao longo, e holos, [[lexico:t:totalidade|totalidade]], a divindade distante, simbolizada pelo [[lexico:s:sol|sol]], a divindade solar, luminosa, iluminadora). a) [[lexico:t:termo|termo]] muito empregado por [[lexico:n:nietzsche|Nietzsche]] para significar o [[lexico:i:impulso|impulso]] estético de [[lexico:o:ordem|ordem]] intelectual, que se guia dentro das medidas, da ordem e da [[lexico:h:harmonia|harmonia]]. b) Empregado no [[lexico:s:sentido|sentido]] de tudo quanto revela a [[lexico:p:presenca|presença]] da intelectualidade [[lexico:r:racional|racional]] nas obras da [[lexico:c:cultura|cultura]] humana. Opõe-se, neste sentido, a [[lexico:d:dionisiaco|dionisíaco]] (vide). (semelhante a Apolo, deus do Sol e da Harmonia), [[lexico:p:palavra|palavra]] inventada por Nietzsche, que a opõe a dionisíaco (de Dionisos, [[lexico:d:deus|Deus]] do Vinho) para designar os dois aspectos contraditórios do [[lexico:e:espirito|espírito]] [[lexico:h:humano|humano]]: o dionisíaco se entrega com embriaguez e violenta [[lexico:p:paixao|paixão]] a seus impulsos e arrebatamentos; o apolíneo os canaliza num [[lexico:p:pensamento|pensamento]] rigoroso e numa [[lexico:f:forma|forma]] definitiva. O [[lexico:p:poeta|poeta]] [[lexico:t:tragico|trágico]] "Ésquilo [. . . ] é um [[lexico:f:filho|filho]] de Apolo, o deus lúcido da [[lexico:i:individuacao|individuação]] e dos justos limites" (o Nascimento da [[lexico:t:tragedia|tragédia]]). Com a palavra apolíneo exprime-se: o ímpeto para o [[lexico:p:perfeito|perfeito]] ser-para-si, para o “[[lexico:i:individuo|indivíduo]]” [[lexico:t:tipico|típico]], para tudo que torna [[lexico:s:simples|simples]], destacado, claro, inequívoco, típico: a [[lexico:l:liberdade|liberdade]] sob a [[lexico:l:lei|lei]]. Ao seu antagonismo está ligada a continuidade do [[lexico:d:desenvolvimento|desenvolvimento]] da [[lexico:a:arte|arte]], de forma tão necessária quanto a continuidade do desenvolvimento da [[lexico:h:humanidade|humanidade]] está ligada ao antagonismo dos sexos. A plenitude do poder e a moderação, a suprema forma de autoafirmação em uma [[lexico:b:beleza|beleza]] fresca, nobre, recatada: o apolinismo da [[lexico:v:vontade|vontade]] helênica. [NIETZSCHE, Friedrich. A Vontade de Poder. Tr. Marcos Sinésio Pereira Fernandes e Francisco José Dias de Moraes. Rio de Janeiro: Contraponto, 2011, § 1050]