===== ALCUÍNO ===== **Alcuíno (730-804)** Nasceu em York e recebeu a primeira [[lexico:e:educacao|educação]] na famosa [[lexico:e:escola|escola]] desta [[lexico:c:cidade|cidade]], convertida por Egberto, depois da [[lexico:m:morte|morte]] de Beda, no principal centro de educação da Inglaterra, e que se tornou célebre pela [[lexico:r:riqueza|riqueza]] de sua biblioteca. Diretor da escola de York desde 767, foi [[lexico:c:chamado|chamado]] em 782 a dirigir a escola palatina de Aquisgrano, por [[lexico:i:instancia|instância]] do imperador Carlos Magno. Salvo certas visitas na Inglaterra, foi em Aquisgrano que Alcuíno se tornou o principal [[lexico:i:instrumento|instrumento]] da organização do ensino. Organizou os estudos da escola intelectual da nobreza e da corte. Os últimos anos, passou-os como abade em São Martinho de Tours. Morreu nesta localidade em 804. Alcuíno [[lexico:n:nao|não]] foi um pensador original. Suas obras didáticas, escritas em [[lexico:f:forma|forma]] de [[lexico:d:dialogo|diálogo]], baseiam-se, em sua maior [[lexico:p:parte|parte]], em autores anteriores. Assim, Grammatico foi [[lexico:e:escrita|escrita]] nos moldes de Prisciliano, Donato, Isidoro, Beda. Rectorica é uma mera transcrição do tratado De inventione de Cícero. O mesmo se deve dizer de Dialéctica, cópia de uma [[lexico:o:obra|obra]] pseudo-agostiniana sobre as [[lexico:c:categorias|categorias]]. E assim em outras, como De animae ratione, tirado de obras de [[lexico:s:santo|santo]] Agos-tinho e de Cassiano. Mas não há [[lexico:d:duvida|dúvida]] que Alcuíno foi um [[lexico:m:mestre|mestre]] importante e eficaz. Foi o grande impulsor do [[lexico:m:movimento|movimento]] carolíngio, através de inumeráveis discípulos seus como Rábano Mauro. Seu [[lexico:m:merito|mérito]] está em [[lexico:t:ter|ter]] sido capaz de organizar o ensino no [[lexico:r:reino|reino]] franco e, a partir daí, por toda a Europa. Ordenou seus estudos segundo as sete matérias [[lexico:t:trivium|Trivium]] ([[lexico:g:gramatica|gramática]], [[lexico:r:retorica|retórica]] e [[lexico:d:dialetica|dialética]]) e do [[lexico:q:quadrivium|quadrivium]] ([[lexico:a:aritmetica|aritmética]], [[lexico:g:geometria|geometria]], [[lexico:a:astronomia|astronomia]] e [[lexico:m:musica|música]]), por ele denominadas as sete colunas da [[lexico:s:sabedoria|sabedoria]]. Na [[lexico:h:historia|história]] do [[lexico:p:pensamento|pensamento]], dificilmente se pode passar por alto o [[lexico:t:trabalho|trabalho]] exercido por Alcuíno como pedagogo e como organizador do ensino. Seu [[lexico:a:amor|amor]] pelo [[lexico:s:saber|saber]] e pela [[lexico:c:ciencia|ciência]] levaram-no a enriquecer a biblioteca de Tours com cópias de manuscritos que levou de York. [[lexico:e:esse|esse]] trabalho estendeu-se ainda para o aperfeiçoamento das cópias de manuscritos. Certamente Alcuíno atendeu também à [[lexico:f:fidelidade|fidelidade]] e correção dos manuscritos da Bíblia, sendo [[lexico:p:provavel|provável]] sua revisão da [[lexico:v:vulgata|Vulgata]], encomendada pelo imperador, e que se conhece como versão de Alcuíno. Fiel a Santo [[lexico:a:agostinho|Agostinho]] em De ratione animae, define a [[lexico:a:alma|alma]] "como espirito intelectual ou [[lexico:r:racional|racional]], sempre em movimento, sempre vivo e capaz de boa ou má [[lexico:v:vontade|vontade]]". Para ele, [[lexico:d:deus|Deus]] é o [[lexico:i:inefavel|inefável]]; sua [[lexico:e:essencia|essência]] é [[lexico:i:impossivel|impossível]] de se conceber e de se expressar. Em Deus tudo se identifica: o [[lexico:s:ser|ser]], a [[lexico:v:vida|vida]], o pensamento, o querer, o agir. E, no entanto, ele é a simplicidade absoluta. O [[lexico:d:destino|destino]] mais alto do [[lexico:h:homem|homem]] é Deus, que se alcança pela [[lexico:f:fe|fé]], pela [[lexico:e:esperanca|esperança]] e pela [[lexico:c:caridade|caridade]], e através das [[lexico:v:virtudes|virtudes]] platônicas da [[lexico:p:prudencia|prudência]], [[lexico:j:justica|justiça]], [[lexico:f:fortaleza|fortaleza]] e [[lexico:t:temperanca|temperança]], que toma do De officiis de Cícero. BIBLIOGRAFIA: Obras: PL; G. F. Brown, Alcuin of York 1908. [Santidrián] Alcuíno (735-804) [[lexico:n:natural|natural]] de Nortúmbria, Alcuíno tornou-se o bibliotecário da catedral de York, antes de viajar para a corte de Carlos Magno na Francônia em 782. Desempenhou aí um papel proeminente na [[lexico:r:renascenca|Renascença]] Carolíngia e fundou a escola do palácio em [[lexico:a:aix-la-chapelle|Aix-la-Chapelle]], onde eram ensinadas as sete artes liberais de [[lexico:a:acordo|acordo]] com o [[lexico:s:sistema|sistema]] educacional de Cassiodoro. Seus próprios escritos incluíram obras sobre retórica, [[lexico:l:logica|lógica]] e dialética, uma revisão do sacramentário gregoriano, uma edição do lecionário e colaborações para os Libri Carolini, um tratado [[lexico:e:escrito|escrito]] por [[lexico:o:ordem|ordem]] de Carlos Magno contra os Iconódulos, que tinham voltado a ocupar uma [[lexico:p:posicao|posição]] importante em Bizâncio em 787. Suas mais importantes contribuições eruditas são a sua revisão da Vulgata e suas volumosas cartas, as quais foram coligidas no século IX para servir como [[lexico:m:modelo|modelo]] de composição latina. Também teve parte ativa na condenação do arcebispo Elipando de Toledo e da heresia adocionista. Fundou uma importante biblioteca e escola na abadia de São Martinho de Tours, onde foi abade nos últimos anos de sua vida (790-804).