===== ACASO ===== ([[lexico:a:automaton:start|automaton]]; lat. Casus; in. Chance; fr. Hasard; al. Zufall; it. Caso). Podem-se distinguir três [[lexico:c:conceitos:start|conceitos]] desse [[lexico:t:termo:start|termo]] que se entrecruzaram na [[lexico:h:historia-da-filosofia:start|história da filosofia]]. 1) o [[lexico:c:conceito:start|conceito]] subjetivista, que atribui a imprevisibilidade e a [[lexico:i:indeterminacao:start|indeterminação]] do [[lexico:e:evento:start|evento]] casual à [[lexico:i:ignorancia:start|ignorância]] ou à confusão do [[lexico:h:homem:start|homem]]. 2) o conceito objetivista, que atribui o evento casual à [[lexico:m:mistura:start|mistura]] e à interseção das [[lexico:c:causas:start|causas]]. 3) a [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]] [[lexico:m:moderna:start|moderna]], segundo a qual o acaso é a insuficiência de probabilidades na [[lexico:p:previsao:start|previsão]]. Este [[lexico:u:ultimo:start|último]] conceito é o mais [[lexico:g:geral:start|geral]] e o menos metafísico. 1) [[lexico:a:aristoteles:start|Aristóteles]] (Fís., II, 4, 196 b 5) já falava da [[lexico:o:opiniao:start|opinião]] segundo a qual a [[lexico:s:sorte:start|sorte]] seria uma [[lexico:c:causa:start|causa]] [[lexico:s:superior:start|superior]] e divina, oculta para a [[lexico:i:inteligencia:start|inteligência]] humana. Os Estoicos equiparavam o acaso ao [[lexico:e:erro:start|erro]] ou à [[lexico:i:ilusao:start|ilusão]]; julgavam que tudo acontece no [[lexico:m:mundo:start|mundo]] por absoluta [[lexico:n:necessidade:start|necessidade]] [[lexico:r:racional:start|racional]] (Plac. philos., I, 29). É claro que [[lexico:q:quem:start|quem]] admite uma necessidade desse [[lexico:g:genero:start|gênero]] e a atribui (como achavam os Estoicos) à divindade ima-nente no cosmos ou à [[lexico:o:ordem:start|ordem]] [[lexico:m:mecanica:start|mecânica]] do [[lexico:u:universo:start|universo]] [[lexico:n:nao:start|não]] pode admitir a [[lexico:r:realidade:start|realidade]] dos eventos que costumam [[lexico:s:ser:start|ser]] chamados de acidentais ou fortuitos e muito menos do acaso como [[lexico:p:principio:start|princípio]] ou [[lexico:c:categoria:start|categoria]] de tais eventos; deve [[lexico:v:ver:start|ver]] neles a [[lexico:a:acao:start|ação]] necessária da causa reconhecida em [[lexico:a:ato:start|ato]] no universo, negando como ilusão ou erro o seu [[lexico:c:carater:start|caráter]] casual. É [[lexico:e:esse:start|esse]] o [[lexico:m:motivo:start|motivo]] por que [[lexico:k:kant:start|Kant]], que modela as suas [[lexico:c:categorias:start|categorias]] e os seus [[lexico:p:principios:start|princípios]] [[lexico:a:a-priori:start|a priori]] sobre a [[lexico:f:fisica:start|física]] newtoniana, inteiramente fundada no [[lexico:p:principio-de-causalidade:start|princípio de causalidade]], nega a [[lexico:e:existencia:start|existência]] do acaso, e faz, aliás, dessa [[lexico:n:negacao:start|negação]] um dos princípios a priori do [[lexico:i:intelecto:start|intelecto]]: "A [[lexico:p:proposicao:start|proposição]] ‘[[lexico:n:nada:start|nada]] ocorre por acaso (in mundo non datur casus)’ é uma [[lexico:l:lei:start|lei]] a priori da [[lexico:n:natureza:start|natureza]]" (Crít. R. Pura, [[lexico:a:analitica:start|Analítica]] dos princípios, [[lexico:r:refutacao:start|Refutação]] do [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]]). [[lexico:h:hegel:start|Hegel]], que [[lexico:p:parte:start|parte]] do princípio da perfeita [[lexico:r:racionalidade:start|racionalidade]] do [[lexico:r:real:start|real]], atribui o acaso à natureza, ou melhor, vê na natureza "uma acidentalidade desregulada e desenfreada" (Ene, § 248), mas na [[lexico:m:medida:start|medida]] em que a natureza não está adequada à [[lexico:s:substancia:start|substância]] racional do real e, por isso, carece ela própria de realidade. De [[lexico:m:modo:start|modo]] [[lexico:a:analogo:start|análogo]], na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]] contemporânea, [[lexico:b:bergson:start|Bergson]] explicou o acaso pela troca, meramente subjetiva, entre a ordem mecânica e a ordem vital ou espiritual: "Que a mecânica das causas que fazem a roleta parar sobre o [[lexico:n:numero:start|número]] me permita vencer e, por isso, aja como um [[lexico:g:genio:start|gênio]] benéfico para quem os meus interesses tivessem grande importância; ou que a [[lexico:f:forca:start|força]] mecânica do vento arranque uma telha do teto e a arroje sobre a minha cabeça, isto é, que aja como um gênio maléfico que conspirasse contra a minha [[lexico:p:pessoa:start|pessoa]]; em ambos os acaso [[lexico:e:eu:start|eu]] encontro um [[lexico:m:mecanismo:start|mecanismo]] onde eu teria procurado e onde deveria encontrar, ao que parece, uma [[lexico:i:intencao:start|intenção]]: é isso que se exprime quando se [[lexico:f:fala:start|fala]] de acaso" (Évol. créatr., 8a ed., 1911, p. 254). 2) Por [[lexico:o:outro:start|outro]] lado, segundo a interpretação objetivista, o acaso não é um [[lexico:f:fenomeno:start|fenômeno]] [[lexico:s:subjetivo:start|subjetivo]], mas [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]], e consiste no entrecruzar-se de duas ou mais ordens ou séries diversas de causas. A mais antiga das interpretações desse [[lexico:t:tipo:start|tipo]] é a de Aristóteles. Aristóteles começa notando que o acaso não se verifica nem nas [[lexico:c:coisas:start|coisas]] que acontecem sempre do mesmo modo, nem nas que acontecem quase sempre do mesmo modo, mas entre as que ocorrem por [[lexico:e:excecao:start|exceção]] e sem qualquer uniformidade (Fís., II, 5, 196 b 10 ss.). Desse modo, ele atribui corretamente o acaso à [[lexico:e:esfera:start|esfera]] do imprevisível, isto é, do que acontece fora do [[lexico:n:necessario:start|necessário]] ("o que acontece sempre do mesmo modo") e do [[lexico:u:uniforme:start|uniforme]] ("o que acontece quase sempre do mesmo modo"). Assim sendo, o acaso (ou a sorte) é definido por Aristóteles como "uma causa acidental no âmbito das coisas que não acontecem nem de modo absolutamente uniforme nem frequente e que poderiam acontecer com vistas a uma [[lexico:f:finalidade:start|finalidade]]" (ibid., 197 a 32). Para Aristóteles, a [[lexico:d:determinacao:start|determinação]] da finalidade é [[lexico:e:essencial:start|essencial]], já que o acaso tem ao menos o [[lexico:a:aspecto:start|aspecto]] ou a [[lexico:a:aparencia:start|aparência]] da finalidade: como no [[lexico:e:exemplo:start|exemplo]] de quem vai ao mercado por motivo completamente diferente e ali encontra um devedor que lhe restitui a [[lexico:s:soma:start|soma]] devida. Nesse exemplo chama-se acaso (ou sorte) o evento da restituição devido ao encontro que não foi deliberado ou desejado como finalidade, mas que teria podido ser uma finalidade: enquanto, na realidade, foi o [[lexico:e:efeito:start|efeito]] acidental de causas que agiam com vistas a outras finalidades. A [[lexico:n:nocao:start|noção]] de encontro, de enredamento de séries causais para a [[lexico:e:explicacao:start|explicação]] do acaso, foi retomada na Idade Moderna por filósofos, matemáticos e economistas, que reconheceram a importância da noção de [[lexico:p:probabilidade:start|probabilidade]] para a interpretação da realidade em geral. Assim, Cournot definiu o acaso como o caráter de um [[lexico:a:acontecimento:start|acontecimento]], "devido à combinação ou ao encontro de fenômenos independentes na ordem da [[lexico:c:causalidade:start|causalidade]]" (Théorie des chances et des probabilités, 1843, cap. II), noção que se tornou predominante no [[lexico:p:positivismo:start|positivismo]], também porque foi aceita por [[lexico:s:stuart-mill:start|Stuart Mill]] (Logic, III, 17, § 2): "Um evento que aconteça por acaso pode ser mais [[lexico:b:bem:start|Bem]] descrito como uma coincidência da qual não temos motivo para inferir uniformidade... Podemos dizer que dois ou mais fenômenos são reunidos ao acaso ou que coexistem ou se sucedem por acaso, no [[lexico:s:sentido:start|sentido]] de não serem, de modo algum, vinculados pela causação; que não são nem a causa ou o efeito um do outro, nem efeitos da mesma causa ou de causas entre as quais subsista uma lei de coincidência, nem efeitos da mesma colocação de causas primárias". De modo [[lexico:s:semelhante:start|semelhante]], Ardigò (Opere, III, p. 122) relaciona o acaso com a [[lexico:p:pluralidade:start|pluralidade]] e o entrelaçamento de séries causais distintas. Essa noção, todavia, é objetiva só entre certos limites, ou melhor, só na aparência. Dizer que o acaso consiste no encontro de duas séries causais diferentes significa que ele é um acontecimento causalmente determinado como todos os outros, mas só mais difícil de ser previsto porque a sua [[lexico:o:ocorrencia:start|ocorrência]] não depende do curso de uma [[lexico:s:serie:start|série]] causai única. Segundo essa noção, a determinação causai do acaso é mais complexa, mas não menos necessitante; a imprevisibilidade, [[lexico:c:caracteristica:start|característica]] fundamental do acaso, deve-se tão-somente a tal complexidade e não é de natureza objetiva. Para que seja de natureza objetiva, tal imprevisibilidade deve ser realmente devida a uma indeterminação efetiva inerente ao funcionamento da própria causalidade. 3) Essa última [[lexico:a:alternativa:start|alternativa]] constitui um [[lexico:t:terceiro:start|terceiro]] conceito do acaso, conceito que se pode fazer remontar a [[lexico:h:hume:start|Hume]]. Parece que Hume quer reduzir o acaso a um fenômeno puramente subjetivo, pois diz: "Embora não haja no mundo [[lexico:a:alguma-coisa:start|alguma coisa]] como o acaso, a nossa ignorância da causa real de cada acontecimento exerce a mesma [[lexico:i:influencia:start|influência]] sobre o intelecto e gera semelhante [[lexico:e:especie:start|espécie]] de [[lexico:c:crenca:start|crença]] ou de opinião". Mas, na realidade, se não existe "acaso" como noção ou categoria em si, tampouco existe a "causa" no sentido necessário e [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]] do termo; existe somente a "probabilidade". E é na probabilidade que está fundado o que chamamos acaso: "Parece evidente que, quando a [[lexico:m:mente:start|mente]] procura prever para descobrir o acontecimento que pode resultar do lançamento do [[lexico:d:dado:start|dado]], considera-se o aparecimento de cada lado como igualmente [[lexico:p:provavel:start|provável]]; e essa é a verdadeira natureza do acaso: de igualar inteiramente todos os eventos individuais que compreende" (Inq. Conc. Underst., VI). Essa [[lexico:i:ideia:start|ideia]] de Hume deveria revelar-se extremamente fecunda na filosofia contemporânea. O conceito, de que o acaso consiste na [[lexico:e:equivalencia:start|equivalência]] de probabilidades que não dão [[lexico:a:acesso:start|acesso]] a uma previsão positiva em um sentido ou em outro foi enfatizado por [[lexico:p:peirce:start|Peirce]], que também viu sua [[lexico:i:implicacao:start|implicação]] filosófica fundamental: a eliminação do "[[lexico:n:necessitarismo:start|necessitarismo]]", isto é, da doutrina segundo a qual tudo no mundo acontece por necessidade (Chance, Love and Logic, II, 2; trad. it., p. 128 ss.). Desse [[lexico:p:ponto:start|ponto]] de vista, o acaso torna-se um exemplo [[lexico:p:particular:start|particular]] do [[lexico:j:juizo:start|juízo]] de probabilidade, mais precisamente, de que a própria probabilidade não tem relevância suficiente para permitir prever um evento. Nesse sentido, o acaso foi considerado uma espécie de [[lexico:e:entropia:start|entropia]] e o conceito [[lexico:r:relativo:start|relativo]] comumente é empregado no [[lexico:c:campo:start|campo]] da informação e da [[lexico:c:cibernetica:start|cibernética]]. Pode significar: 1. o que não é necessário por sua [[lexico:e:essencia:start|essência]] nem está determinado por uma causa eficiente ou final (acaso absoluto) (princípio de causalidade); 2. o que tem causa eficiente, mas não tem causa final ([[lexico:p:principio-de-finalidade:start|princípio de finalidade]]). — Casual entende-se ou no sentido da [[lexico:c:contingencia:start|contingência]] ou do acaso (2). — O caso absoluto (1) designa completa absurdidade ou [[lexico:c:carencia:start|carência]] de sentido do real; opõe-se à [[lexico:u:unidade:start|unidade]] do ser. No que tange à [[lexico:c:causa-primeira:start|causa primeira]] ([[lexico:d:deus:start|Deus]]) não há acaso (2) relativo; este só se dá em [[lexico:r:relacao:start|relação]] às causas segundas, como efeito acessório imprevisto de alguma [[lexico:c:coisa:start|coisa]] querida ou como efeito oriundo de duas ou mais causas eficientes, que não estão de propósito orientadas para ele nem por natureza nem por ação de uma causa estranha dirigida a um [[lexico:f:fim:start|fim]]. Neste sentido, o acaso não é regulado nem pela natureza nem pelo fim. — Denomina-se [[lexico:t:teoria:start|teoria]] do acaso ([[lexico:c:casualismo:start|casualismo]]) a tentativa de [[lexico:e:explicar:start|explicar]], à margem de causas finais, o que na natureza aparece como [[lexico:t:teleologico:start|teleológico]], p. ex., as diversas manifestações da ordem nas coisas e a [[lexico:o:origem:start|origem]] dos graus mais elevados do ser, a partir dos inferiores (finalidade). A teoria do acaso é acientífica, porque não logra assinalar causa alguma de passagem de um [[lexico:e:estado:start|Estado]] de [[lexico:d:desordem:start|desordem]] cósmica ao estado de ordem [[lexico:a:agora:start|agora]] existente e regido por leis. É arbitrária, porque restringe o acaso à origem primeira das coisas. — Frank A característica de um acontecimento, de um [[lexico:f:fato:start|fato]] cujo [[lexico:d:desenvolvimento:start|desenvolvimento]] não se pode prever. — A [[lexico:q:questao:start|questão]] de [[lexico:s:saber:start|saber]] se é [[lexico:p:possivel:start|possível]] determinar a causa dos acasos (encontros, sorte) foi, durante mui- s to [[lexico:t:tempo:start|tempo]], um assunto de [[lexico:d:discussao:start|discussão]]: em [[lexico:d:direito:start|direito]], o acaso não tem causa, uma vez que é pura "contingência (exemplo tipo, citado por Coumot, da telha que cai do teto, "seja que eu passe ou que não passe na rua"); entretanto, a [[lexico:c:ciencia:start|ciência]] ([[lexico:c:calculo:start|cálculo]] das probabilidades) focalizou seu [[lexico:e:estudo:start|estudo]] até no domínio do [[lexico:i:indeterminado:start|indeterminado]]: segundo Cournot, o acaso seria apenas a "combinação" de acontecimentos que pertencem a séries (causas) independentes umas das outras." Assim, pode-se determinar praticamente, em [[lexico:f:funcao:start|função]] da lei dos grandes números, a [[lexico:q:quantidade:start|quantidade]] exata dos tiros de canhão que, por uma mesma alça de mira da boca de [[lexico:f:fogo:start|fogo]], cairão em "diferentes zonas de dispersão do tiro", com a [[lexico:c:condicao:start|condição]] de que o número de tiros seja grande (100, por ex.). Não existe, para a ciência, indeterminação pura ou acaso no sentido amplo do termo: o acaso liga-se a uma previsão [[lexico:e:estatistica:start|estatística]] (ao que a física moderna denomina "[[lexico:d:determinismo:start|determinismo]] global"). (lat. casus) 1. O acaso é aquilo que não podemos prever, o que permanece indetermina-do. Na filosofia antiga e renascentista, assemelha-se ao [[lexico:d:destino:start|destino]] acidental da [[lexico:c:criacao:start|criação]] do mundo e à contingência dos acontecimentos futuros. quer dizer, à sua não-necessidade. [[lexico:t:todo:start|todo]] o [[lexico:e:esforco:start|esforço]] do homem consistiu em reduzir a [[lexico:p:possibilidade:start|possibilidade]] do acaso. Os mitos, a [[lexico:r:religiao:start|religião]] e a ciência tentam contê-lo nos limites da [[lexico:c:certeza:start|certeza]] e do conhecido. Num certo sentido, é aquilo que não conhecemos ainda, é o [[lexico:n:nome:start|nome]] que damos à nossa ignorância: a característica dos fenômenos fortuitos é a de que dependem de causas muito complexas que ignoramos ainda. Cournot deu uma [[lexico:d:definicao:start|definição]] célebre do acaso, fazendo dele o resultado de duas séries de acontecimentos independentes que concorrem acidentalmente para produzir um fenômeno: saio de casa para visitar um amigo e, na rua, um vaso de flores cai sobre minha cabeça. Contudo, o acaso não é somente o [[lexico:p:produto:start|produto]] de séries totalmente independentes, como nos mostra todo [[lexico:j:jogo:start|jogo]] de [[lexico:a:azar:start|azar]]. Hoje, depois que se começou a matematizar o acaso, ele está ligado à noção de probabilidade e à [[lexico:t:teoria-dos-jogos:start|teoria dos jogos]]. Assim. conseguimos medir a eventualidade do aparecimento de um acontecimento. [[lexico:a:alem:start|Além]] disso, o acaso se tornou o princípio de explicação em física: o princípio de [[lexico:i:indeterminismo:start|indeterminismo]] de Heisenberg tende a reduzir a causalidade direta em microfísica: também as teorias da [[lexico:e:evolucao:start|evolução]], em [[lexico:b:biologia:start|biologia]] molecular, submetem o acaso a uma certa "finalidade". 2. Na [[lexico:l:linguagem:start|linguagem]] corrente. a [[lexico:p:palavra:start|palavra]] acaso é frequentemente utilizada para designar a causa fictícia daquilo que acontece de modo imprevisto; melhor ainda, é o nome que damos à [[lexico:a:ausencia:start|ausência]] de causa, àquilo que parece não resultar nem de uma necessidade inerente à natureza das coisas nem tampouco de um [[lexico:p:plano:start|plano]] concebido pela inteligência: tudo o que nos parece indetermina-do ou. imprevisível aparece-nos como efeito do acaso. Ver indeterminismo. {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}