Contextual
Quem nos visita
2 user(s) are online (1 user(s) are browsing Temas)

Members: 0
Guests: 2

more...
Pesquisa
Observação
Além de material próprio este site reúne inúmeras referências a páginas e documentos encontrados na Internet, sobre os quais não temos o menor controle sobre sua disponibilidade. Assim como surgiram na Internet e tivemos a sorte de encontrá-los, podem desaparecer a qualquer momento, sem que em muitas das vezes possamos recuperá-los.

Recomendo meu livro aos interessados em uma reflexão filosófica sobre a técnica, e em particular a informática. Para ler o livro é necessário o leitor Kindle, seja individual ou seja para PC, Mac ou IPAD: AMAZON e AMAZON BRASIL
Responsáveis
João Cardoso de Castro
Filósofo e Mestre em Educação, UFRJ
Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ
SmartFAQ is developed by The SmartFactory (http://www.smartfactory.ca), a division of InBox Solutions (http://www.inboxsolutions.net)

Definições filosóficas e vivências filosóficas.
Requested and Answered by Cardoso de Castro [mccastro] on 27-Mar-2012 18:46 (698 reads)
Assim, por exemplo, é possível reduzir os sistemas filosóficos de alguns grandes filósofos a uma ou duas fórmulas muito densas, muito bem elaboradas. Mas, que dizem essas fórmulas para quem não caminhou ao longo das páginas dos livros desses filósofos? Assim dizemos, por exemplo, que o sistema de Hegel pode ser resumido na fórmula de que "todo o racional é real e todo o real é racional", e está certo que o sistema de Hegel pode resumir-se nessa fórmula. Está certo também que essa fórmula apresenta um sentido imediato, inteligível, que é a identificação do racional com o real, tanto colocando como sujeito o racional e como objeto o real, como invertendo os termos da proposição e colocando o real por sujeito e o racional por predicado.

Mas, apesar desse sentido aparente e imediato que tem esta fórmula, e apesar de ser realmente uma fórmula que expressa em conjunto bastante bem o conteúdo do sistema hegeliano, que nos diz? Não nos diz nada. Não nos diz nem mais nem menos que o nome de uma cidade que não vimos, o nome de uma rua pela qual não passamos nunca. Se eu digo que a Avenida dos Campos Elíseos está entre a praça da Concórdia e a praça da Estrela, faço uma frase com sentido; mas dentro desse sentido pode-se colocar uma realidade autenticamente vivida.

Pelo contrário, se nos pomos a ler, a meditar, os difíceis livros de Hegel; se mergulhamos e bracejamos no mar sem fundo da Lógica, da Fenomenologia do Espírito ou da Filosofia da História Universal, no cabo de algum tempo de conviver, pela leitura, com estes livros de Hegel, viveremos essa filosofia; estes secretos caminhos nos serão conhecidos, familiares; as diferentes deduções, os raciocínios por onde Hegel vai passando duma afirmação a outra, duma tese a outra, os teremos percorrido guiados pelo grande filósofo. E então, depois de vivê-los durante algum tempo, ao ouvirmos enunciar a fórmula de "todo o racional é real e todo o real é racional", encheremos esta fórmula de um conteúdo vital, de algo que vivemos realmente, e adquirirá esta fórmula uma quantidade de sentidos e de ressonâncias infinitas que antes não tinha. [Manuel Garcia Morente]

  Print Q&A Send Q&A